terça-feira, 19 de maio de 2009

Projeto que proíbe venda de alimentos com gordura trans em escolas é vetado

De fato, o governador de São Paulo, José Serra, vetou nesta segunda-feira o projeto de lei de autoria da deputada estadual Patrícia Lima (PR), que proíbe as cantinas de escolas estaduais de venderem alimentos gordurosos.

Através de nota à imprensa, a Secretaria de Comunicação do Estado de SP justificou a decisão do governador:

“Embora compartilhe a preocupação de assegurar às crianças e aos adolescentes a proteção contra práticas de fornecimento de produtos prejudiciais à saúde, o Governo optou pelo veto porque a medida faz utilização de conceitos vagos e imprecisos, que carecem de rigor técnico, inviabilizando sua correta aplicação e fiscalização pelos agentes da vigilância sanitária. Determinadas crianças, até mesmo por recomendação médica, necessitam de uma dieta rica em calorias."

terça-feira, 12 de maio de 2009

Desvio de comportamento afeta quase 80% dos estudantes universitários

Especialistas apontam um novo desvio de comportamento, presente principalmente entre os universitários. Trata-se da Procratinação, que consiste no adiamento de tarefas e questões prioritárias. Mas isso nem sempre está relacionado à preguiça.

A psicoterapeuta Maria Clara Heise acredita que esse desvio de comportamento pode estar associado à falta de segurança quanto a capacidade de realizar tarefas ou ao perfeccionismo. Quem procrastina nesse caso, acredita que pode deixar tudo o que faz cada vez melhor e por isso tende a recomeçar as tarefas, perdendo tempo e motivação.

Grande parte dos estudantes universitários procrastina. Trata-se de 78% desse segmento. Além disso, uma em cada cinco pessoas no mundo procrastina de modo crônico.

“Pessoas que sofrem com esse adiamento de tarefas apresentam problemas de saúde como insônia, resfriado e problemas de estômago, além de serem consumidoras de bebidas alcoólicas e cigarros”, diz a psicoterapeuta.

A procrastinação não é uma doença, mas um hábito que pode ser aprendido. Pais procrastinadores tendem a passar esse exemplo aos filhos, mas há maneiras de evitá-la, trabalhando, estabelecendo metas e trabalhando a auto-estima.

domingo, 10 de maio de 2009

Homossexualidade ainda é tabu no século 21

Por mais que nos anos 1960 tenham iniciado quebras de tabus graças às diversas manifestações culturais que questionaram os padrões impostos pela sociedade da época, a questão da homossexualidade continua sendo um mistério para muitos.

Na Grécia Antiga, a relação homossexual entre um homem mais velho e um adolescente era cultural. Nessa relação entre homem maduro e homem em formação, o mais novo iniciava-se moral e afetivamente com o outro.

Com o passar do tempo, houveram inversões de valores e a prática que antes era comum passa a ser tratada como doença, como explica a professora de Sociologia especializada em gênero da Pontifícia Universidade Católica, Carla Garcia.

“A homossexualidade é dada como patologia pela sociedade judaico-cristã contemporânea e basicamente pelo século 19. Ele não só patologiza como criminaliza a homossexualidade. E a masculina, em particular, não a feminina. A homossexualidade feminina é pouco legislada e pouco patológica em termos culturais na medida em que as mulheres são objetos de desejo e não sujeitas de desejo.”

Atualmente, há estudos científicos que buscam explicar a homossexualidade como uma determinação biológica. A Teoria do Imprint Cerebral é um desses estudos. Ela diz que a homossexualidade masculina é determinada ainda na fase fetal. Os fetos masculinos que não recebem um estímulo específico, denominado imprint cerebral, se tornariam homossexuais.

Para Carla Garcia, a expressão da sexualidade está relacionada à vontade do indivíduo. “Eu não acredito que haja nada de seja natural sem a interferência da cultura no humano, na medida em que o humano está sempre vinculado a uma cultura”, afirma a socióloga.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Como imagináva-se os anos 2000 no início do século 20

Recebi um e-mail com umas gravuras da Biblioteca Nacional da França, que mostram como as pessoas da década de 1910 imaginávam o ano 2000. Nove anos após essa data, podemos perceber que a tecnologia não evolui do modo que os desenhistas imaginávam, embora em alguns aspectos as previsões não tenham falhado completamente. Independentemente da credibilidade das imagens, elas são no mínimo criativas e não podiam ser desprezadas por este blog, que pretende falar de vida contemporânea.
O Corpo de Bombeiros teria asas nos uniformes para melhor socorrer vítimas de incêndios.

Os sapatos seriam motorizados, uma espécie de pares de patins contemporâneos.


Os trabalhos nas barbearias seriam feitos por máquinas e os barbeiros apenas as controlariam.




O trânsito aéreo seria mais intenso que o das ruas e avenidas, e na imaginação dos desenhistas ter aviões particulares seria comum para a maioria das famílias.


As mensagens não mais seriam escritas, mas fonográficas. Mal imaginavam que um dia existiria o e-mail, uma ferramenta moderna e que dificilmente abre mão da escrita.



As pessoas poderiam usar seus aviões particulares, ou carros aéreos, para pegar lanches em drive-thru.


As notícias seriam ouvidas e os jornais impressos, abolidos.



A previsão das videoconferências se concretizaram, mas sem a necessidade de projetores, como ainda acontece no cinema.


Máquinas e robôs fariam o papel de pedreiros em obras.


Nas escolas haveria a existinção da leitura e as obras seriam ouvidas e controladas pelo professor.



As roupas seriam feitas sob medida e na hora por máquinas-alfaiates.

Vaidade excessiva entre homens leva a compulsão por atividade física

A vaidade tem crescido entre os homens. Hoje em dia é comum vê-los em clínicas de estética, manicures, spas e principalmente nas academias. Mas a busca pela musculação muitas vezes está aliada à obsessão estética por ter uma aparência cada vez mais viril, o que pode levar a compulsão por esse tipo de atividade física.

Especialistas já identificam principalmente entre homens com faixa etária entre 18 e 40 anos um novo distúrbio, chamado Vogorexia. Trata-se da compulsão por malhar associada a uma auto-imagem distorcida.

O.R.I, 27, acredita ter o transtorno. Com uma musculatura saliente, o rapaz afirma que pratica musculação há mais de cinco anos, mas ainda está insatisfeito com o corpo. “Eu acho meu corpo ridículo pra quem malha direto. Geralmente as pessoas falam que meu corpo está legal. Mas eu acho que está faltando muita coisa”, afirma.

Professores de Educação Física procurados pela nossa reportagem afirmaram que quem sofre desse transtorno não consegue pensar em outro assunto que não os relacionados à estética. Além disso, o consumo de suplementos alimentares também é excessivo e muitas pessoas apelam para o uso de anabolizantes.

Ainda de acordo com especialistas, a incidência desses casos é mais comum em homens musculosos, mas que se acreditam fracos e, por isso, têm vergonha de seus corpos. É importante lembrar que pessoas que praticam musculação em excesso não obtêm os resultados esperados, pois não permitem que a musculatura se recupere da atividade.

domingo, 3 de maio de 2009

Distúrbio alimentar atinge 20% das meninas em todo o mundo

Cerca de 20% das jovens de todo o mundo sofrem de anorexia, um distúrbio alimentar que leva a uma proposital e drástica perda de peso pela insuficiência de nutrientes ingeridos.

Em 2006, o país ficou chocado com o caso da modelo Ana Carolina Reston, de 21 anos, que morreu vítima do distúrbio. Com 1,70 m, a modelo chegou a pesar 42 quilos. Seu IMC (Índice de Massa Corporal) era de 13,52, enquanto que o ideal estabelecido pela OMS (Organização Mundial de Saúde) é 18,5.

A baixa quantidade de alimentos ingeridos faz com que o organismo passe a consumir as proteínas musculares, o que desregula todo o corpo, inclusive a parte hormonal. Há casos de mulheres que pararam de menstruar em razão da anorexia.

A doença é mais comum entre meninas entre 13 e 20 anos. Segundo especialistas, pessoas que desenvolvem o distúrbio se vêm acima do peso que realmente têm e por isso passam a praticar atividades físicas de modo exagerado. A anorexia também está associada a fatores sociais e emocionais.